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Tudo sobre o prazo de reembolso do depósito Total: procedimentos e dicas

Sai-se de uma moradia, devolve-se as chaves e espera-se. Às vezes uma semana, às vezes dois meses. O prazo para reembolso do depósito depende do que resulta do estado do imóvel na saída, e é aí que a…

Femme relisant son contrat de location pour comprendre les démarches de remboursement de caution

Saímos de uma residência, entregamos as chaves e aguardamos. Às vezes uma semana, às vezes dois meses. O prazo para reembolso do depósito de garantia depende do que resulta do estado de saída, e é aí que a maioria dos bloqueios começa. Compreender os mecanismos concretos permite evitar cobranças desnecessárias e recuperar seu depósito de garantia a tempo.

Mutação do imóvel e restituição: quem deve reembolsar o depósito

Um caso comum e, no entanto, mal antecipado: o proprietário vende o imóvel durante a locação. O inquilino se depara com um novo locador que nunca conheceu, e a pergunta surge: quem reembolsa o depósito de garantia?

Nos desenvolvimentos jurídicos recentes sobre o artigo 22 da lei de 6 de julho de 1989, a restituição do depósito de garantia pode caber ao novo locador em caso de venda ou mutação dos imóveis. O antigo proprietário, portanto, não é sistematicamente seu interlocutor no momento de reivindicar a quantia.

Na prática, muitos inquilinos enviam sua carta de reclamação ao antigo proprietário, que responde que não está mais envolvido. O novo locador, por sua vez, às vezes nem tem conhecimento do valor pago originalmente.

Para evitar esse pingue-pongue, é melhor solicitar por escrito, assim que notificada a venda, uma confirmação da transferência de responsabilidade do depósito de garantia para o novo proprietário. Para entender melhor as sutilezas desse processo, consulte a página dedicada ao prazo de reembolso do depósito Total.

Inquilino entregando as chaves e documentos oficiais ao proprietário durante a restituição do imóvel

Estado de saída: o documento que desencadeia o prazo legal

O prazo de restituição do depósito de garantia não começa a contar a partir do dia em que se entregam as chaves. Ele inicia na data do estado de saída. É uma distinção que os inquilinos costumam negligenciar.

Prazos conforme a conformidade do estado de saída

A lei prevê dois cenários para as residências principais:

  • Estado de saída conforme ao estado de entrada: o locador tem um mês para restituir a totalidade do depósito.
  • Estado de saída apresentando diferenças (degradações, marcas de desgaste anormal): o proprietário tem dois meses para restituir o saldo, após dedução das retenções justificadas.
  • Para os contratos comerciais, o regime evoluiu em 2026 com um prazo máximo de três meses, um quadro distinto da habitação.

Um ponto a não ser negligenciado: se o estado de saída for realizado por um mandatário (corretor, administrador), a validade do documento pode ser contestada. Um acórdão da Corte de Cassação de 3 de julho de 2025 lembra que um estado de saída assinado sem mandato regular pode ser privado de eficácia jurídica. Nesse caso, o prazo de restituição pode ser atrasado ou o documento descartado em caso de litígio.

O que o locador pode reter do depósito de garantia

O proprietário não pode reter um valor “a dedo”. Cada retenção deve ser justificada por documentos: orçamentos ou faturas de reparo, constatação de degradações inscritas no estado de saída, eventuais aluguéis ou encargos não pagos.

Os retornos variam sobre esse ponto, mas na prática, um locador que retém uma quantia sem fornecer justificativa dentro do prazo legal se expõe a uma majoração. A lei prevê uma penalidade de 10% do aluguel mensal sem encargos por mês de atraso iniciado, em benefício do inquilino.

Atraso na restituição do depósito de garantia: os recursos concretos

O prazo legal foi ultrapassado, nenhum pagamento chegou. Passamos à ação, mas em etapas.

A notificação por carta registrada

Primeiro passo: enviar uma notificação ao locador por carta registrada com aviso de recebimento. Esta carta lembra o valor do depósito, a data do estado de saída, o prazo legal aplicável e a penalidade de atraso incorrida. Anexa-se uma cópia do estado de saída e do contrato de locação.

Esta carta não precisa ser redigida por um advogado. Basta que seja factual, datada e enviada por registro para constituir uma prova em caso de processo.

Recorrer à comissão de conciliação ou ao tribunal

Se o locador não reagir dentro de um prazo razoável após a notificação, duas opções se abrem:

  • Recorrer à comissão departamental de conciliação, um procedimento gratuito que muitas vezes permite desbloquear a situação sem tribunal.
  • Recorrer ao juiz dos conflitos de proteção (ex-tribunal de instância) para obter o reembolso do depósito de garantia, acrescido da penalidade de atraso.
  • Conservar todos os documentos: contrato assinado, estados de entrada e saída, recibos de aluguel, cópia do registrado. Esses documentos constituem o dossiê.

Documentos administrativos e extrato bancário para acompanhar o prazo de reembolso do depósito de garantia locativa

Depósito locativo: os erros que prolongam o reembolso

Certaines situações bloqueiam a restituição, embora pudessem ter sido evitadas antecipadamente.

Não comparecer ao estado de saída é o primeiro erro. Se o locador realiza a constatação sozinho, o inquilino perde toda a possibilidade de contestar as degradações anotadas. Esteja sempre presente ou faça-se representar por um mandatário devidamente autorizado.

Outro erro: deixar o imóvel sem informar seu novo endereço ao proprietário. O locador pode alegar que não sabia onde enviar o cheque ou a transferência. Uma carta de saída mencionando o novo endereço e um RIB corta esse argumento.

Por fim, confundir desgaste normal e degradação custa caro. Um piso levemente marcado após vários anos de ocupação é considerado desgaste, não uma degradação atribuível ao inquilino. As tabelas de desgaste, às vezes anexadas ao contrato, permitem decidir objetivamente. Se nenhuma tabela estiver prevista no contrato, o inquilino pode se apoiar nas tabelas de referência utilizadas pelas comissões de conciliação.

Recuperar seu depósito de garantia baseia-se em três alavancas concretas: um estado de saída sólido, um conhecimento preciso do prazo legal aplicável e uma reação rápida em caso de atraso. A carta registrada continua sendo a ferramenta mais eficaz antes de qualquer procedimento judicial.

Tudo sobre o prazo de reembolso do depósito Total: procedimentos e dicas